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AMIGAS CRIAM NEGÓCIO DE “MARMITAS SAUDÁVEIS PARA PETS” E FATURAM R$ 70 MIL POR MÊS

A startup Comidinha Pet desenvolveu refeições naturais específicas para o porte de cada animal

Decidir qual a melhor dieta para o seu bicho de estimação é um assunto sério. A variedade de opções que existe hoje no mercado é imensa, e vai de rações secas às porções de alimentos naturais. “Mas nenhuma delas consegue oferecer, ao mesmo tempo, sabor atrativo e um equilíbrio adequado de nutrientes”, comenta a empresária Aline Merchan, de 28 anos. De olho nesse filão de mercado, ela e as sócias Juliana Calixto e Mariana Zaia fundaram em agosto de 2017 a Comidinha Pet.

startup é pioneira no desenvolvimento de refeições naturais específicas para o porte de cada animal, respeitando as necessidades nutricionais de raças pequenas, médias e grandes. O cardápio de um cão da raça Yorkshire, por exemplo, tem uma quantidade maior de proteína e a adição de componentes naturais que reduzem o odor das fezes. “Os pequenos são os mais seletivos no paladar, por isso, a maior proporção de proteínas”, explica Aline.

Além da divisão por portes, a Comidinha Pet produz ainda refeições para gatos e três linhas para cuidados caninos especiais: filhotes, light e idosos. Cada uma é acrescida de nutrientes que beneficiam a saúde do cão, de acordo com sua necessidade. “Ficamos sabendo de um cachorro que tinha colesterol muito elevado e, em menos de dois meses, teve uma redução muito significativa”, comenta Aline.

As refeições do Comidinha Pet são vendidas congeladas e têm prazo de validade de seis meses. Todas foram desenvolvidas com a supervisão de uma equipe de veterinários da Universidade de São Paulo (USP) e são preparadas em uma cozinha industrial de 300 metros quadrados instalada na Zona Norte de São Paulo. “Produzimos uma comida de verdade e sem conservantes”, garante Aline.

Varejo

Atualmente, a empresa produz cerca de 1,5 tonelada de alimento por mês, dos quais 30% corresponde a petiscos (biscoitos). O preço das porções depende da espécie e do porte do animal, mas varia de R$ 14,9 (250 gramas) a R$ 29,9 (750 gramas). A startup trabalha ainda com a possibilidade de assinaturas mensais.

“Por enquanto, a entrega das refeições é feita somente na região da Grande São Paulo”, comenta Aline. A limitação se deve à necessidade de manter todos os potes congelados da saída da fábrica até a chegada na casa dos clientes. Apenas os biscoitos são entregues em qualquer região do país.

As compras podem ser feitas pelo e-commerce da marca ou diretamente em algum dos nove pontos de venda distribuídos pela capital.

Criada com um aporte inicial de R$ 500 mil, de três investidores-anjo dos segmentos de marketing, tecnologia e e-commerce, a Comidinha Pet tem faturamento mensal de R$ 70 mil. Para 2018, a projeção é fechar o ano com uma receita anual próxima a R$ 1,2 milhão. “Estamos negociando novas parcerias e esperamos triplicar as vendas este ano”, comenta Aline.

Este artigo foi originalmente publicado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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