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GAROTO DE 14 ANOS FUNDA STARTUP QUE TRANSFORMA O SMARTPHONE EM UM ESTETOSCÓPIO

Aparelho desenvolvido pelo jovem Suman Mulumudi em 2013 chega ao mercado por US$ 199 - aproximadamente R$ 700

O estetoscópio pendurado nos ombros dos médicos é um dos maiores símbolos da medicina. Mas com a tecnologia invadindo cada vez mais o campo da saúde, isso deve mudar. Se depender do jovem Suman Mulumudi, o velho aparelho está prestes a sair de cena.

Quando tinha somente 14 anos de idade, o jovem norte-americano desenvolveu um aplicativo chamado Steth IO, um estetoscópio “inteligente” que possibilita ao médico analisar o coração dos pacientes por meio de um smartphone.

A startup foi fundada em 2013, logo após o garoto entrar na universidade de Columbia, no curso de Ciências. O Steteh IO’s essencialmente é um case de celular desenvolvido para canalizar o som dos batimentos cardíacos e a respiração através do microfone do aparelho.

A partir disso, o aplicativo processa os dados colhidos e gera um formulário com as informações necessárias para o médico. Cinco anos após o desenvolvimento do primeiro protótipo, o aparelho e o aplicativo finalmente chegam ao mercado.

De pai para filho

Não foi por acaso que o menino teve a ideia. Filho de cardiologista, costumava ouvir com certa frequência seu pai reclamando de como era difícil diagnosticar problemas cardíacos mais sérios usando somente un estetoscópio comum.

Em entrevista ao site GeekWire, Mahesh Mulumudi, o pai do garoto, contou que era muito comum ter falsos positivos e falsos negativos utilizando somente o instrumento. “Por conta dessa imprecisão, o médico vai e solicita um exame mais elaborado, o que pode ser caro e demorado para os pacientes”, afirmou.

Para desenvolver a tecnologia, o jovem se inspirou em um modelo antigo de estetoscópio eletrônico, desenvolvido na década de 1980. O aparelho, na época, mostrava as informações em uma tela de computador. Por falta de tecnologia e os altos custos do aparelho, o negócio não foi para frente.

Mas Mulumudi viu potencial no conceito – e decidiu investir na sua atualização. “Um aplicativo que pode gravar e analisar dados tem interessantes aplicações na medicina. Acho que a inteligência artificial tem muito a oferecer para a saúde”, afirmou o garoto.

Seu grande objetivo com a startup é facilitar a vida de médicos como seu pai. Além disso, quer que as pessoas façam melhor proveito dos smartphones. “Quero que as pessoas tirem mais vantagens da tecnologia que usam diariamente”, diz.

Com oito funcionários, a startup tem sede em Seattle, onde produz os cases para diferentes modelos de celulares. Pelo site, é possível comprar o aparelho por US$ 199 – aproximadamente R$ 700.

Este artigo foi originalmente publicado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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